Vamos conversar sobre planners?

O Maravilhoso Mundo dos Planners + O meu planner

[ou O Maravilhoso Mundo dos Planners]   

Todo começo de ano é aquela mesma história: ver um mundo de agendas lindinhas e incríveis (e cada vez mais caras, infelizmente) e achar que ainda não preciso de uma dessas para sobreviver no dia a dia. Até que o ano começa para valer e eu me perco em meio a tantos compromissos e tarefas. E nesse ano não foi diferente. Eu queria muito comprar uma dessas agendas bem funcionais mesmo, mas acabei não comprando porque pensei que lá para março eu a deixaria de lado e teria gastado meu dinheiro a troco de nada. Mas aconteceu o contrário. Era tanta coisa para anotar, que eu acabei comprando uma agenda mais simples na Kalunga (amo/sou) e fui improvisando.

Faz um tempo desde que eu comecei a ver os primeiros planejadores pessoais por aí, tanto em papelarias especializadas quanto nos perfis gringos do Pinterest. Achei a ideia bem incrível, mas como não era uma opção pagar um bom dinheiro num desses acabei deixando para lá. Os meses foram passando, fui usando uma agenda semanal para me organizar e estava tudo bem. Até que, num belo dia, eu comecei a ver coisas de planner de novo e aí eu entrei no Maravilhoso Mundo dos Planners – do qual eu não pretendo sair tão cedo.

O que é um planner?

Não é nada mais do que uma agenda em que, além de anotar tarefas e compromissos como em qualquer outra, também pode ser decorada com itens de papelaria dos mais variados. Existem vários tipos e marcas (tanto gringas quanto nacionais), e podem ser usadas para organizar a vida pessoal, a vida profissional e/ou a vida financeira. Eu ainda estou descobrindo esse universo, então tem muita coisa que eu não sei direito como funciona, mas estou indo atrás de descobrir. Só sei que até agora está virando tipo um hobby para mim, principalmente por poder usar a criatividade para decorar e criar o conteúdo que eu quero que tenha no meu planner!

Em junho, eu simplesmente decidi que queria porquê queria ter uma agenda que tivesse como possibilidade mudar e criar o seu conteúdo/miolo conforme a minha vontade e gostos, e que ainda me daria a chance de decorar do jeito que eu quisesse, apenas usando itens de papelaria. Coloquei na cabeça que queria um planner, apesar de ainda nem conhecer direito os modelos e etc.

O meu planner

Olha que lindinho que ficou!
Olha que lindinho que ficou!

Comecei a pesquisar e a estudar o assunto, e minha vontade de ter um só aumentava. Como eu sabia que não seria fácil encontrar um que eu pudesse bancar (a maioria chega perto dos R$200,00!) e encontrar em alguma loja, fui atrás de versões genéricas. E foi aí que eu percebi que poderia fazer o meu próprio planner gastando bem pouco! Tudo o que eu precisei foi um desses fichários pequenos que servem de agenda telefônica (que por sorte não foi difícil de encontrar), tecido adesivo para encapar e folhas sulfite de 90g para fazer as páginas. Minha mãe me ajudou na montagem: ela encapou e fez o bolsinho, além de me dar várias ideias de como fazer as divisórias e a decorar. O tamanho dele é o A5, então fica bem fácil de encontrar e imprimir as páginas – o Pinterest ajuda muito nessa parte -, e também de carregar na bolsa.

Para fazer as divisórias (fiz uma para cada mês do segundo semestre, uma para projetos e uma para o blog), eu recortei as medidas que eu queria de folhas mais grossas e coloridas e furei. E as páginas (tanto as mensais quanto as semanais), eu fiz o download desse modelo que eu vi no Pinterest e gostei bastante! Tem gente que usa uma página por dia, mas como eu gosto de ter uma visão da semana toda, eu preferi usar um layout que deixa os sete dias em duas folhas. E para decorar, eu tenho usado muita Washi Tape e adesivos – que tal um post só sobre isso?

Meu Planner (5)
Tem um bolsinho para guardar post its e papéis pequenos
Meu Planner (4)
Fiz uma página com as datas importantes dos próximos meses e peguei, também no Pinterest, um calendário de 2016
Meu Planner (2)
E a página mensal de julho ficou assim! <3
Meu Planner (1)
Também tem um bolsinho e uma página com post its de reserva

Até agora tem sido só alegria e amor, não teve nada que fizesse com que eu me decepcionasse. Não consigo mais viver sem o meu planner e virei a louca da papelaria que quer comprar tudo para usar na decoração das páginas!

Você usa agenda para se organizar no dia a dia? Já conhecia os tais planners?

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Lidos recentemente #3

Lidos recentemente CAPA 8

Fazia tempo que não tinha post da série Lidos recentemente, né? Dessa vez não é tãaao recente assim, já que foram livros que eu li no começo do ano, mas acredito que não tenha problema… O que vale é a intenção, certo?!

A_MAGICA_DA_ARRUMACAOA MÁGICA DA ARRUMAÇÃO, de Marie Kondo

Como boa virginiana e fã da Monica Geller, eu não resisti à curiosidade de ler um livro sobre organização. Em A Mágica da Arrumação, Marie Kondo ensina seus métodos que prometem acabar com qualquer bagunça e levar uma mudança de vida para quem é bagunceiro.

Tem uns dois anos que eu comecei a me interessar bastante por assuntos ligados à organização e métodos, então um livro que entrou no mercado com várias dicas de arrumação me chamou a atenção. Comecei a ler algumas resenhas que me deixaram mais curiosa, li uma amostra e acabei comprando o livro.

Marie Kondo começa contando um pouco sobre a sua infância e como desde pequena ela gostava de organizar e de testar métodos que prometiam uma perfeita arrumação. Em algumas partes eu me identifiquei com essa versão mini da Marie, o que ajudou a continuar com a leitura, até chegar nos trechos em que ela dizia ter mudado a vida de seus clientes (ok, o livro é dela, então tudo bem querer vender a sardinha, mas acabou sendo um pouquinho além do suportável) e propor alguns métodos um tanto quanto radicais. Foi aí que eu empaquei na leitura e demorei para voltar a me interessar pelo livro. Acontece, né?

Bom, algumas das “dicas” (ou mandamentos) que fazem parte do Método KonMari de Arrumação: descartar tudo aquilo que não te faz feliz, arrumar por categorias e não por cômodos e (o que eu achei mais difícil de cumprir) arrumar toda a casa em um único dia. Concordo com alguns pontos, como o de cada coisa ter o seu lugar, assim quando for para organizar o que estiver bagunçado, apenas volte o objeto para seu lugar.

Na minha última ida à livraria, eu vi que tem um novo livro dela no mercado, mas ainda não fui atrás de resenhas. Enfim, o livro A Mágica da Arrumação é legal, mas um pouco complicado de colocar tudo em prática – pelo menos para mim.

O_ESSENCIALO ESSENCIAL, de Costanza Pascolato

Que a Costanza Pascolato é uma grande referência do cenário da moda nacional não há muitas dúvidas, certo? Pense num livro que transmite uma mensagem de elegância com bom humor: é o livro O Essencial. A cada capítulo eu me perguntava por quê demorei tanto para ler esse ótimo livro com tantas dicas legais e simples!

Em meio a ensinamentos de estilo de vida e truques para usar na hora de escolher o que vestir, Costanza mostra que dá para ter um estilo próprio com elegância sem se tornar uma vítima das tendências que saem das passarelas. Para isso é preciso saber em qual dos estilos – a clássica, a esportiva, a moderna e a exuberante – você se encaixa e quais são os oitos essenciais – uma saia reta preta, um terno, um par de jeans, uma camisa branca, um cardigã, uma camiseta, um trech coat e um vestido preto. Junto com cada item, Costanza explica o porquê de ter tais peças.

Depois que comecei a ler O Essencial, eu não consegui largar até chegar na última página. Em boa parte da leitura era como se a própria Costanza estivesse comigo me ensinando diversas coisas interessantes e úteis, seja de moda ou seja de como se comportar em determinada ocasião, quais bolsas e óculos são os melhores.

Uma das características do livro que mais me conquistou (além do bom humor com o qual ele foi escrito) foi sua diagramação. Sério, é lindo de folhear e ficar olhando as imagens ou as fontes que foram utilizadas! O livro é desses que você lê em um ou dois dias e que sabe que boa parte de seu conteúdo é atemporal, perfeito para ler conforme for ficando mais velha. E se você gosta de ler sobre moda e estilo, esse é um livro e tanto!

AS_ESPIAS_DO_DIA_DAS ESPIÃS DO DIA D, de Ken Follett

Sendo mais um livro do Ken Follett e tendo a França durante a Segunda Guerra Mundial como cenário, bastou para que eu quisesse muito ler As Espiãs do Dia D. O livro narra a história de como  um grupo de mulheres “comuns”, lideradas pela oficial Felicity, se passem por faxineiras para entrar no palácio dominado pelos alemães, a fim de destruírem as linhas de comunicação dos inimigos, de modo que os Aliados possam vencer Hitler.

Cada capítulo é narrado ou por Felicity ou pelo alemão Dieter. E a história se desenrola nos nove dias anteriores ao fatídico dia D com diversos acontecimentos e altos e baixos. Achei que as personagens são bem construídas e intensas, e que acabam se completando de certa forma.

O autor Ken Follett é conhecido por suas obras extremamente descritivas e em As Espiãs do Dia D não deixou a desejar em questão de descrever cada personagem, os locais e as ações que iam ocorrendo. Eu sou fã do autor desde que eu li a trilogia O Século – que também é sobre as Guerras Mundiais e sobre a Guerra Fria – há uns anos e toda vez que eu vejo algum livro dele por aí fico querendo ler. Apesar de ter gostado bastante de As Espiãs do Dia D, fiquei sentindo um pouco de falta de mais ação, daquelas que tiram até o fôlego como tinha na trilogia.

O que você andou lendo? Qual é seu gênero preferido?

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Querido diário… #1

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Por ter mais tempo para dedicar ao blog, nas férias eu sempre gosto de ir atrás de novos tipos de conteúdo e formas de ir mais além. Pensando nisso, eu resolvi trazer para o blog um projeto que eu vejo em outros blogs chamado Taking Stock, sendo um tipo de post bem pessoal no qual você completa alguns verbos com base no que você está fazendo/pensando/etc no momento, como num diário.

Vamos lá!

Usando Camiseta

Assistindo: séries e mais séries! Por mais que eu tenha feito uma listinha com as séries que eu queria assistir nas férias, as que eu estou mais assistindo são Gilmore Girls, Jane The Virgin e Freaks and Geeks (obrigada, Netflix, por existir <3). Em junho, eu consegui, enfim, terminar How To Get Away With A Muderer e também assisti The Ranch em praticamente uma semana. Ah, também tenho assistido Sherlock.

Lendo: nada. Acho que li tantos livros no primeiro semestre que agora nas férias eu estou com todas as minhas leituras paradas, enquanto coloco as séries que eu queria tanto ver e não tinha tempo em dia. Mas quero voltar à minha rotina de leitura assim em breve!

Ouvindo: rappers italianos (!!!) e o barulho da obra que está tendo aqui do lado de casa. No final de semana minha amiga Bianca me mostrou umas músicas italianas e, bom, digamos que eu só esteja conseguindo ouvir (mesmo sem entender muita coisa) Vorrei ma non posto, do J-AX e do Fedez. Vício!

Pensando: em como eu quero que minhas aulas práticas para tirar a carteira de motorista terminem. Por mais que eu esteja gostando, é um pouquinho chato ter que ficar conciliando as coisas que você queira fazer com o horário da aula. Mas tudo bem, já está na metade!

Agradecendo: por estar acontecendo coisas que estão me fazendo ver a vida de outros ângulos e perceber que às vezes é tudo questão de perspectiva!

Sentindo: aquela leve preguiça típica das férias e saudade do frio que estava fazendo aqui em São Paulo. Está quase 30ºC, cadê o inverno, gente???!

Usando Camiseta

Planejando: o futuro do blog!!! Como eu disse lá no começo, nas férias a minha cabeça fica a mil para melhorar o blog e trazer conteúdo cada vez mais legal para cá. Ah, e também estou planejando algumas coisinhas que eu quero que saiam do papel agora no segundo semestre!

Querendo: ir viajar! Assim, pode ser para o interior, por uns dias só… É sempre bom mudar de ar por um tempinho, né?

Aproveitando: minhas férias! Tenho tentado usar esse tempo livre do melhor jeito possível para fazer tudo o que eu quero, ver as pessoas que eu amo e também descansar enquanto ainda posso.

O que você achou desse tipo de post? E o que você anda fazendo?

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Documentário The True Cost

The True Cost

Você sabia que nos anos 60, 95% das roupas eram produzidas nos EUA e que atualmente, são produzidas apenas 3%, já que os outros 97% foram terceirizados? Você sabia que a indústria têxtil é a segunda indústria mais poluente, ficando atrás apenas da indústria do petróleo? Você sabia que, só nos EUA, o consumo de produtos de moda aumentou 500% na última década? Pois é.

Esses são alguns dos (muitos!) dados que aparecem no documentário intitulado The True Cost, do diretor Andrew Morgan, lançado em 2015 e disponível na Netflix. O documentário aborda o impacto causado pelo consumo de produtos de moda em escala exagerada, tendo consequências tanto na vida de pessoas do mundo todo quanto no planeta. Com imagens fortes e impressionantes (e uma ótima edição), vamos assistindo aquilo que sabemos que existe e que faz parte dessa indústria: a exploração sofrida pelos trabalhadores terceirizados a fim de produzirem cada vez mais e recebendo cada vez menos as roupas vendidas nas grandes lojas do mundo todo. É difícil de assistir e precisei pausar em alguns momentos para recuperar o fôlego.

“Por que as grandes empresas, que tanto lucram, não conseguem garantir os direitos essenciais de seus trabalhadores?”

Logo no começo de The True Cost, Andrew e seus entrevistados nos mostram que o sistema da moda foi reinventado, já que aquilo de ter desfiles voltados para cada estação, sendo dois por ano, não é mais tão forte quanto antes. Os interesses comerciais das redes de fast-fashion fizeram com que tenhamos praticamente 52 coleções, isto é, em todas as semanas temos novidade nas araras e vitrines, atraindo milhares de compradores (posso me incluir nesses milhares, sim).

A receita que faz essas grandes redes crescerem e lucrarem tanto acaba sendo bem simples: é “só” juntar a moda com preços acessíveis. Sabe aquela tendência que a gente vê na revista e sabe que é só correr numa dessas lojas que podemos encontrar algo genérico? É por aí. O problema é que assim a roupa se tornou um bem material descartável e, como Andrew mostra no documentário, está cada vez mais difícil dar um fim decente para as montanhas de roupas vindas de países desenvolvidos tendo como destino os países em desenvolvimento. E são em situações assim em que devemos nos perguntar se realmente precisamos consumir tanto assim, concorda?

É triste saber que em 2013 ocorreu o maior desastre da história da indústria têxtil, matando mais de 900 trabalhadores em um desabamento de um prédio conhecido como Rana Plaza e que o ano seguinte foi o mais rentável de todos os tempos. É triste saber que essas pessoas continuam pagando com suas vidas por roupas baratas. É triste saber que tem países nos quais os trabalhadores não podem nem se manifestarem ao exigirem condições dignas de trabalho. É triste saber que os componentes químicos usados na produção de roupas afetam a saúde de muitos de forma grave. É triste saber que ainda existem tantas consequências e que aqueles que têm o poder de mudar esse sistema continuam, muitas vezes, focando no lucro.

“Estamos vivendo num mundo globalizado e simplesmente ignoramos a vida dos outros?”

Estamos boa parte do tempo em contato com essa ideia do consumo rápido: blogueiras com looks do dia e etc, revistas com as tendências que “você precisa usar já” e as postagens nas redes sociais feitas por digitais influencers. E isso acaba alimentando a ideia de que ter mais peças, mesmo que de péssima qualidade, é melhor do que ter poucas de qualidade. Atire a primeira pedra quem nunca, em nenhum momento, se deixou levar pela ideia de comprar aquele produto ou roupa que todas as blogueiras estão usando. Eu já fui assim.

Faz alguns meses que eu comecei a ler mais sobre consumo consciente e isso fez com que eu mudasse de atitude em relação às fast-fashions. Entendi que eu não preciso ter todo o meu guarda-roupa composto de peças da Zara, Forever 21 e etc. Entendi que posso (e devo) resistir à ideia de comprar em todas as liquidações que eu vejo por aí e que tem muita marca boa surgindo nesse mercado para nos mostrar que dá para encontrar outros meios de fazer roupa.

Enfim, The True Cost deixa a reflexão de que temos que mudar esse sistema da indústria têxtil e que existem projetos super bacanas de gente que está colocando a mão na massa para isso.

Eu ainda poderia falar muita coisa sobre esse documentário tão incrível, mas seria spoiler. Só posso acrescentar que: todos deveriam assistir pelo menos uma vez! E se você ainda não assistiu e ficou curioso, aqui vai o trailer:

Se você já assistiu, me conta o que achou! Quero saber!

Imagem destacada: divulgação.

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Final de semestre

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[Após um tempão sem postar por aqui, voltei! Além do semestre corrido também teve problema no WordPress (até agora eu não entendi o que aconteceu) que me impediu de postar e etc]

“Final de semestre” é aquele período maluco em que tudo acontece. Os trabalhos precisam ser entregues praticamente na mesma semana e você vive a base de cafeína. As conversas são quase monotemáticas: trabalhos, matérias para estudar para a prova, professores, notas… Enfim, o desespero contagia todos ao seu redor.

Estou apenas no terceiro semestre do curso de Jornalismo e até agora (após as aulas e provas terem acabado) estou tentando entender o que aconteceu nesse semestre. A impressão que eu tive foi que o curso/faculdade em si tivesse começado realmente apenas nesse semestre, como se os outros dois tivessem sido só um teste para saber se era esse curso mesmo que eu queria. E por isso foi um verdadeiro choque quando os trabalhos, provas e prazos começaram a surgir com mais intensidade e força do que nos semestres anteriores. Fora isso, quase todas as matérias eram basicamente teóricas e complexas, ou seja… Foi complicado.

Durante esse semestre teve muito desespero do tipo “ai meu Deus, como eu vou conseguir terminar esse trabalho até tal dia” ou “será que eu consigo passar nessa matéria???”. Teve muito relatório para entregar, teve Google Drive como melhor amigo de todos os dias, deadlines apertadíssimos. Teve também vários trabalhos um tanto quanto complexos e textos e mais textos para ler, grifar e estudar. A desmotivação bateu na porta algumas vezes ao longo do semestre, o botão do F5 do meu computador cansou de ser apertado até todas as notas saírem no portal e o café – além das gordices nossas de cada semana para dar aquela força extra – foi um grande companheiro.

A cada trabalho entregue ou prova feita era um alívio que dava… Até lembrar que ainda faltava receber a nota. E a cada conversa com veteranos e/ou professores deu para ter certeza de que (obviamente) tudo ainda vai ficar mais intenso e pior (no sentido de ter mais coisas para fazer e mais responsabilidades). O que resta ter em mente é saber que a cada desafio assim temos chance de amadurecer e a aprender a conciliar tudo e mais um pouco, e que com dedicação e esforço, as coisas acontecem.

No final, acabou dando tudo certo. Ufa! E que venha o quarto semestre!

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Internet e links favoritos #2

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Em tempos de tantos discursos de ódio nas redes sociais, uma das melhores coisas a se fazer é exercitar o olhar para achar coisas boas, achar aquelas postagens que nos enchem de inspiração, sabe? Pois bem, dá para encontrar tanto conteúdo bom e interessante que fica até difícil escolher apenas cinco links que foram para compartilhar aqui!

Então, aqui vai mais um Internet e links favoritos (você já viu o #1?) com as postagens que foram escolhidas com carinho.

  1.  A importância dos filmes de mulherzinha. Como eu sou uma grande fã de comédias românticas, o título desse texto da Capitolina chamou muito a minha atenção. Li e gostei tanto, que até deu vontade de sair mostrando esse texto para todas as amigas!
  2. Livraria terapia: Guia prático para a felicidade instantânea. Só quero dizer que livrarias são um dos melhores lugares do mundo para mim e que eu quero dar um jeito de praticar “livraria terapia” com mais frequência.
  3. Miniguia do Instagram bonito e harmonioso! Um post do blog Fashionismo com boas dicas para quem quer caprichar na organização do feed do Instagram e ainda exemplos de perfis que só postam fotos lindas!
  4. Quando foi que nossa vida se tornou isso? Para ler e refletir sobre o rumo que os procedimentos estéticos e outras coisinhas de beleza estão tomando em nossa sociedade.
  5. Onde você perdeu a sua criatividade? Tem momentos em que eu percebo que estou fazendo tudo tão no modo automático que parece que minha criatividade tirou uma folga (ou será que eu que a deixei ir por um tempo?). Se você também sente isso, esse texto é uma ótima leitura, já que tem cinco dicas bem legais para resgatar a criatividade!
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SPFW N41 – Um pouco sobre as marcas que irão desfilar {Parte III}

spfw n41

Enfim, o último dos três posts (leia também a parte I e a parte II) sobre as marcas que participarão do line-up do  quinto e último dia do SPFW N41.

QUINTO DIA

Quem abre os desfiles do último dia do SPFW N41 é Lino Villaventura. O estilista de Belém lançou a marca Lino Villaventura com Inez Villaventura em 1982. E em 1996 já participava do Morumbi Fashion (que se tornaria o que hoje conhecemos como São Paulo Fashion Week). Lino também atua como figurinista do teatro e do cinema.

A estilista que é conhecida por seus vestidos de festa e de noiva, Esther Bauman, também está presente no line-up do SPFW N41 com a Acquastudio. Suas criações são feitas com modelagens, formas e trabalhos manuais que valorizam a silhueta da mulher com elegância trazendo ainda um toque de modernidade. A marca prioriza também bordados e texturas. O terceiro desfile da sexta-feira fica por conta do estilista natalense Wagner Kallieno, vencedor do Rio Moda Hype de 2010 e que desde então tem conquistado cada vez mais espaço no cenário da moda nacional. Suas criações são consideradas sensuais e contemporâneas.

GIG Couture é uma grife mineira que é conhecida por seu trabalho com tricô. A marca foi fundada em 2002 por Gina Guerra e Patricia Schettino e que desde 2005 conquista fashionistas com suas criações. A trama do tricô possibilita a criação de peças com modelagens que valorizam o corpo, além de permitir a produção dos mais variados cortes e caimentos. A GIG é a única grife brasileira que é fixa no catálogo do Showroom Fabre, em Paris, mostrando que também está presente com força no mercado internacional.

Em seguida, chega a vez da Ratier desfilar sua coleção. A grife do empresário e dono da casa noturna D-Edge e do restaurante Bossa, Renato Ratier, surgiu em 2014 e baseia suas produções em peças unissex. Além disso, a marca é conhecida por fazer produções com cores escuras, como preto, matérias primas brutas, equilíbrio entre simétrico e assimétrico e estruturas geométricas contemporâneas.

No último dia de desfiles também tem estreia: a marca dos amigos Rafael Varandas e Guilherme Neves, Cotton Project, tem ganhado cada vez mais espaço com suas roupas voltadas ao estilo streetwear com referências ao surfe, ao skate e à praia. A CP foi criada em 2008, mas só a partir da coleção Verão 2008 que os amigos começaram a se dedicar totalmente à marca. Por ser uma marca jovem, seu crescimento se deu com o famoso boca a boca, no maior estilo “onde você comprou essa blusa?”.

Ellus finaliza o dia com seu estilo esportivo e streetwear. A marca criada em 1972 por Nelson Avarenga e que tem direção criativa de Adriana Bozon atualmente. Na última edição do SPFW, a Ellus apresentou sua linha esportiva: a Ellus Sportdlx, que resultou do sucesso de vendas de um “jogging denim” lançado nas lojas da marca temporadas antes.

Qual das marcas mais chamou sua atenção?

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SPFW N41 – Um pouco sobre as marcas que irão desfilar {Parte II}

spfw n41

E aqui está a segunda parte do post com as marcas que irão desfilar no terceiro e quarto dia do SPFW N41, dias que contam com novidades e grandes nomes da moda nacional.

TERCEIRO DIA

O estilista Vitorino Campos abre o terceiro dia do SPFW com sua marca homônima criada em 2008. É conhecido por seu cuidado com o acabamento, além da simplicidade na sofisticação que suas criações apresentam. Em seguida, quem mostrará sua coleção é um dos grandes nomes da moda brasileira: Reinaldo Lourenço. Após lançar sua marca em 1984, o estilista já fez diversas parcerias com outras lojas, como Hering e C&A, e expandiu os locais onde seus clientes podem encontrar suas criações, sendo possível comprar peças até mesmo em outros países.

O terceiro desfile do dia fica por conta de Isabela Capeto. A estilista iniciou sua carreira ao se formar na Academia de Moda, em Florença, na Itália. Após trabalhar na parte de criação de outras marcas, Isabela inaugurou seu ateliê em 2003 e no ano seguinte já fazia parte do line-up do SPFW. Sendo conhecida internacionalmente, é possível encontrar suas peças em de vinte países e também citações na mídia de outros países. Após Isabela, chega a vez da Iódice apresentar sua coleção. A marca, com direção criativa de Valdemar Iódice, começou trabalhando com malharia, em seguida foi para o jeans e prêt-a-porter premium sofisticado. Sua essência está na silhueta feminina.

O lifestyle carioca das criações de Lenny Niemeyer invadem a passarela do SPFW também no terceiro dia de desfiles. A estilista iniciou sua carreira em 1979, mas apenas em 1991 inaugurou sua própria marca. Lenny é conhecida por seus biquínis e maiôs, mas também cria moda pós-praia. Há mais de vinte anos a estilista tem estado presente nas semanas de moda de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Uma das grandes novidades da edição N41 é a estreia da À La Garçonne na line-up. É uma grande novidade já que essa é a marca de Fabio Souza, marido de Alexandre Herchcovitch (que não estará presente com a marca que fundou: Alexandre saiu da Herchcovitch;Alexandre em fevereiro). A À La Garçonne, que já foi um brechó e agora funciona como antiquário de móveis e objetos de decoração, vai lançar sua parte de moda no SPFW com a presença de Herchcovitch. Portanto, é um dos desfiles mais aguardados!

Em seguida, está o desfile de moda festa de Samuel Cirnansck. O estilista é conhecido por suas criações artesanais que são repletas de bordados, estamparias e moulage. Suas roupas são para expressar cada personalidade, os sentidos, vontades e desejos. Além disso, as criações de Samuel têm um quê de dramaticidade devido aos trabalhos realizados por ele para teatro e óperas. O penúltimo desfile do terceiro dia fica por conta da Triya: marca de beachwear de luxo. A marca é resultado da sociedade feita entre as amigas Isabela Frugiuele, Carla Franco e Maria Isabel Fioravanti. O estilo da Triya é conhecido por ser leve e colorido. Além disso, a marca também desfila na edição de outono/inverno por também apresentar uma coleção de vestuário feminino.

A irmã mais nova da grife Ellus, a Ellus Second Floor, finaliza o terceiro dia. Considerada uma marca jovem, nasceu de um projeto em 2002 a fim de lançar novos talentos na moda nacional e foi criada por Nelson Alvarenga e Adriana Bozon (mesma dupla que criou a Ellus). Sua estreia foi em 2007 com um desfile no São Paulo Fashion Week (verão 2008).

QUARTO DIA

Iniciando o quarto e penúltimo dia de desfiles está Glória Coelho, estilista de Minas Gerais. Glória lançou sua primeira coleção para a G, antigo nome da sua marca, em 1974. Já nos anos 1990, com a própria grife fundada, a estilista lançou sua segunda marca: a Carlota Joakina, com roupas voltadas para o público jovem. Em seguida, a grife de beachwear Água de Coco por Liana Thomaz, apresenta sua nova coleção. A marca criada por Liana em 1985, em Fortaleza, tem como inspiração para suas coleções paisagens litorâneas. Além disso, a marca possui peças tanto para o público feminino quanto para o masculino. Em 2006, a Água de Coco fechou uma parceria com a Victoria’s Secret, ganhando ainda mais visibilidade internacional.

João Pimenta, estilista revelado na Casa de Criadores e que participa do line-up do SPFW desde a edição verão 2011, leva suas criações para mais próximo de seu cliente. O estilista ainda leva ao guarda-roupa masculino um toque de romantismo com babados discretos em sua última coleção de outono/inverno. Fundada por Tunico e Jacqueline De Biase em 1982, a marca de beachwear Salinas transpira em suas coleções o lifestyle carioca com muitas cores e descontração. Após inaugurar sua primeira loja em Ipanema, em 1988, a grife só tem crescido no mercado nacional e internacional.

Murilo Lomas levou sua formação em arquitetura e design de interiores para suas coleções com peças em estilo minimalista. Feitas na Itália, suas criações unem as tendências com o tradicional voltadas para o guarda-roupa do homem clássico e moderno que é atraído pela sofisticação. Mais uma novidade no line-up é a volta do estilista Amir Slama: sua última coleção a ser desfilada foi pela Rosa Chá, grife de beachwear que fundou, com a linha masculina e que agora apresenta sua marca homônima, lançada em 2011. Em suas criações, o estilista faz referência à praia com um ar de contemporaneidade, casualidade e com o urbano das cidades.

Quem fecha mais um dia de desfiles é a marca homônima da estilista Helo Rocha, que está na ativa desde 2005. Suas coleções autorais e de estilo único são repletas de estampas, fazendo com que a marca se destacasse no cenário da moda nacional.

Algumas dessas marcas você já conhecia?

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SPFW N41 – Um pouco sobre as marcas que irão desfilar {Parte I}

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Dia 25 de abril começa a 41ª edição da maior semana de moda do Brasil: São Paulo Fashion Week. São cinco dias de desfiles em que as 39 grifes presentes no line-up apresentarão suas coleções. A edição N1 acontecerá no Pavilhão da Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera.

No que seria o evento destinado às coleções de primavera/verão, a edição ficará marcada como SPFW N41. Além disso, o tema escolhido para ser a base do evento é “Mãos que valem ouro”, celebrando a capacidade humana de colocar a mão na massa, de se repensar, se reinventar e recomeçar.

Por ser uma edição especial do SPFW, você verá aqui no blog três posts com um pouco sobre cada uma das 39 marcas. Assim, quem também gosta desse assunto, irá se informar ainda mais!

PRIMEIRO DIA

Quem dará início aos desfiles desta edição é a marca Lilly Sarti das irmãs Lilly e Renata que foi fundada em 2006, mas só ingressou na semana de moda em 2014. O perfil do público consumidor das irmãs Sarti é a mulher de todas as idades que tem interesse em peças atemporais, de boa qualidade e exclusivas. Em seguida quem apresentará sua coleção é a marca Uma da Raquel Davidowicz, conhecida por peças que têm como palavra de ordem o conforto e a simplicidade, com direito à tecidos que dão um toque extra na roupa produzida.

Uma das novidades da edição número 41 é a presença da marca Amabilis, ganhadora do projeto Top Five – uma ação do Sebrae e do IN MOD que realizou um concurso para escolher uma pequena empresa, dentre cinco, para estar presente na line-up do SPFW. A marca foi fundada em 1998 pelos designers L. C. Guidoni e Robson Santos na cidade de Colatina, ES. No início, a Amabilis era destinada ao público masculino, porém, foi só com a mudança de foco para a moda feminina que alcançaram resultados. Seu objetivo é atender às mulheres que buscam conforto, sofisticação e simplicidade. A penúltima marca que irá cruzar as passarelas do Prédio da Bienal é a marca de Luiz Cláudio, a Apartamento 03. Iniciada em 2006, o nome veio do apartamento de Luiz, onde ele atendia suas clientes em Belo Horizonte. O destaque das peças vai para o cuidado com o processo de produção com cada tecido, bordado e demais detalhes.

Encerrando o primeiro dia de desfiles está o estilista mineiro Ronaldo Fraga, que fez um dos desfiles mais bonitos da última edição do SPFW: E Por Falar em Amor, sua coleção de outono/inverno 2016.

SEGUNDO DIA

O segundo dia de desfiles – com mais marcas mostrando suas coleções do que nos demais dias – está Paula Raia, arquiteta por formação e designer de moda há quatorze anos, que deu início à sua marca homônima em 2010. O foco das coleções de Paula Raia é mostrar o seu universo intuitivo e poético. Considerada slow fashion, a estilista apresenta sua coleção apenas no verão. Em seguida, desfilará a Osklen, marca criada em 1989 por Oskar Metsavaht, que tem suas coleções voltadas ao sportwear e tecidos tecnológicos. A marca começou a desfilar no SPFW em 2003 e está presente também em outros países, como EUA, Itália, Japão e França.

Estreando no line-up está a marca de moda praia chic, Vix, de Paula Hermanny. Muito conhecida lá fora e já usada por estrelas gringas, como Sienna Miller, Kate Moss, Kate Middleton, entre outras, a Vix lançou sua primeira coleção no Brasil em 2007. O quarto desfile será da marca Lolitta, conhecida por seus tricôs cada vez mais variados. A marca da jovem estilista Lolita Zurita Hannud realizou sua primeira parceria com a C&A em agosto do ano passado.

Adriana Degreas apresenta sua coleção também no segundo dia de desfiles do São Paulo Fashion Week. Conhecida por peças elegantes e que fogem do óbvio, a marca é considerada uma das principais do país na área de beachwear de luxo. Mais uma marca que está estreando nesta edição é a A. Brand, marca que pertence ao grupo da Animale (que infelizmente não desfilará) e foi criada em 2009. Seu público consumidor são as mulheres que dão preferência ao luxo moderno e à sofisticação em todos os momentos da vida.

Patrícia Viera, marca homônima da estilista carioca, começou a participar do line-up do SPFW em 2006 e antes disso já realizada showroom em Paris, Londres e NY duas vezes por ano. Suas últimas três coleções fizeram os fashionistas irem para a faculdade Belas Artes, desfilando em uma das salas de aula. Após seu desfile de outono/inverno 2016, a estilista recebeu o título de Professora Honoris Causa devido à sua contribuição para a moda brasileira. Também na terça-feira, quem apresentará sua coleção é Juliana Jabour. Conhecida por ter criações que remetem aos anos 70 e 80, além de ter como marca a malharia, Juliana começou com sua marca em 2003 e logo em seguida já participou por duas temporadas da Casa de Criadores – maior evento com o objetivo de lançar novos estilistas do Brasil. Desde 2011 a grife manteve-se presente no SPFW.

A penúltima grife do segundo dia é a PatBo, marca de Patricia Bonaldi, criada em 2012. A proposta da marca é trazer um ponto de equilíbrio entre o espírito livre, o cool e o naturalmente sexy para suas peças, de forma que apresente a mulher moderna e independente, com um toque de diversão e autenticidade. Por último, a Riachuelo mostra (e lança nas lojas) sua mais nova parceria internacional: Karl Lagerfeld. São 75 itens como jaquetas de couro, bolsas, smoking, camisetas, entre outras peças inspiradas no estilo de Karl e em sua gatinha Choupette.

Nos próximos dias irá ao ar as partes II e III com as marcas que desfilarão nos demais dias. 

Você já conhecia alguma dessas marcas?

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Lidos recentemente #2

Lidos recentemente CAPA 8

Continuando a série de posts do que eu li recentemente (já viu o primeiro post?), aqui vai um compilado de mais três livros que fizeram parte das minhas férias com uma breve resenha e comentários. Foram leituras leves, mas que eu gostei bastante!

nós-imagemNÓS, de David Nicholls 

Depois de me apaixonar pela escrita do autor David Nicholls em Um dia (um dos meus livros preferidos), quando eu vi que tinha outro livro dele e ao me interessar pela sinopse, eu fiquei com vontade de ler Nós.

Em Nós, conhecemos Douglas – o narrador do livro – e Connie, duas pessoas normais que como qualquer outro casal tem altos e baixos em seu casamento de 25 anos. O Douglas é um cientista, metódico, antissocial e não entende nada de arte. A Connie é o oposto: festeira, animada e artística. E também tem o Albie, filho do casal.

Certa noite, Connie acorda Douglas diz que quer o divórcio. Porém, a família Petersen havia planejado uma viagem de um mês para a Europa – o Grand Tour – com o objetivo de, em família, conhecerem museus e grande obras de arte antes de Albie ir para a faculdade de fotografia. Connie decide continuar com a viagem e Douglas vê como um mês para tentar reconquistar a mulher e se aproximar do filho com quem não tem muito em comum.

Assim como em Um dia, a leitura é leve e tem um certo humor, além de contar com flashbacks de quando Douglas e Connie se conheceram, quando tiveram seus altos e baixos, entre outros momentos. Eu não me identifiquei com as personagens (algo que eu acredito que valoriza ainda mais a leitura), mas mesmo assim acabei gostando bastante da história! A descrição das cidades que eles visitaram e os lugares que frequentaram deram um toque extra.

Terminei o livro sabendo que todas as relações passam por altos e baixos e que as diferenças entre cada pessoa são coisas que precisamos aprender a conviver.

a-ultima-carta-imagem A ÚLTIMA CARTA DE AMOR, de Jojo Moyes

Ai que livro mais amorzinho! Fazia tempo que eu tinha vontade de ler A última carta de amor, mas sempre ficava para depois até que, nas férias, ele finalmente veio parar nas minhas mãos. E olha, não conseguia desgrudar de tanto apego que eu tive com a história. Posso dizer que me surpreendi com cada capítulo.

A história se passa em dois tempos, ambos em Londres: nos anos 1960 com , e o outro, já em 2000. Jennifer Stirling – a história do passado – sofre um acidente de carro e acorda no hospital sem lembrar de nada, tipo que é casada. Certo dia encontra cartas de amor assinadas apenas com um “B” e decide fazer de tudo para descobrir quem era o dono. Ellie Haworth – a história do presente – é uma jornalista (olha aí um dos motivos que me fez amar esse livro, hehe) que encontra as cartas destinadas à Jennifer enquanto fazia pesquisas no arquivo do jornal em que trabalha.

Para mim, um dos pontos fortes do livro é o modo como a autora mostra as paixões e desilusões amorosas de duas mulheres que vivem em tempos com costumes tão diferentes. Não tem marcações de data nos capítulos, mas dá para perceber em qual época se passa apenas pelo narrador, que reveza entre Ellie, Jennifer e B. Em determinado momento, as duas histórias se unem e fica ainda mais viciante de ler. Da metade para o fim do livro, eu acabava criando hipóteses de como terminaria essa trama tão bem elaborada pela Jojo! Com certeza A última carta de amor é um dos melhores romances que eu já li e quero muito ler os outros livros da Jojo.

como-ser-mulher-imagem COMO SER MULHER, de Caitlin Moran

Depois de ler o livro Do que é feita uma garota (falei dele aqui) escrito pela inglesa Caitlin Moran, eu fiquei curiosa para ler seu outro livro: Como ser mulher. Afinal, em tempos de feminismo e luta das mulheres, um livro com esse título não deixa de ser bem curioso, né? A autora narra manifestos feministas através de suas experiências como adolescente até à vida adulta. Alguns dos assuntos abordados são: carreira de trabalho, aniversários, machismo, amor, aborto, gravidez, moda, entre outros. Cada capítulo tem um tema no qual ela conta algo que viveu e nos mostra seus motivos para pensar do modo que pensa. Dá para ter uma boa noção de que alguns comportamentos e pensamentos são compartilhados por culturas diferentes – como a nossa e a das mulheres inglesas, sabe?

Eu esperava um pouco mais desse livro e achei ele muito parecido com a história que do livro Do que é feita uma garota. É como se fosse o mesmo livro, mas com um “olha, isso aconteceu comigo assim” e não usando uma personagem. Tanto é que eu acabei deixando essa leitura de lado por um tempo. O humor de Caitlin está presente em quase todo o livro e faz parecer como se as coisas que ela enfrentou até chegar na vida adulta (como machismo no meio em que trabalha e etc) fossem mais simples (ou leves) do que realmente são.

Enfim, eu pensei que o livro fosse ser um pouco mais diferente, mas renderam boas reflexões sobre alguns temas!

 O que você leu recentemente?

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